Eu te louvo, Pai

Eu te louvo, Pai,
por nos ter criado
com o dom da sede,
que faz de nós,
conscientes
de nossa incompletude
incurável,
buscadores
sedentos de Ti,
ó Fonte
que nos sacia,
e, ao fazê-lo,
desperta em nós
outras sedes…
vontade de viver,
que faz de nós,
inquietos,
eternos aprendizes,
sempre atentos,
aos fachos de tua Luz,
em busca de lucidez!

Eu te louvo, Pai,
por nos ter enviado,
encarnado entre nós,
o teu Filho amado,
Jesus, Mestre Ensinador,
Verbo Divino,
que nos abriu
esta estrada,
e a mantém aberta,
pra quem quiser seguir,
que nos dá acesso à Fonte,
e sempre nos leva a Ti:
Amar, Cuidar e Servir!

Eu te louvo, Pai,
e Tu, Filho amado,
por este Sopro de Amor,
Ruah Divina,
Força feminina,
Espírito Criador,
derramado sobre nós,
e nos irmana,
e dentro de nós,
e nos torna filhos,
com corações alados.
Amém!

Edward Guimarães
Belo Horizonte, 24 de maio de 2026.
Poema oração provocado pelo Evangelho (João 7,37-39):

37 No último dia da festa, o dia mais solene, Jesus, em pé, proclamou em voz alta: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. 38 Aquele que crê em mim, conforme diz a Escritura, rios de água viva jorrarão do seu interior”. 39 Jesus falava do Espírito, que deviam receber os que tivessem fé nele; pois ainda não tinha sido dado o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado.

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