O que perderam foi muito trágico

Muitos fariseus
e mestres da Lei,
que aproximaram de ti,
não puderam perceber
a beleza da Boa Nova
que tu anunciaste:
o Reino de Deus,
está presente
e muito atuante
no meio de nós.

Deixaram fossilizar
o fluxo de fecundidade
e a força da vitalidade
de sua tradição religiosa,
por medo de a perder.
Centraram a sua atenção,
no cumprimento exterior
de prescrições e ritos
nela estabelecidos.
Mas, desse modo,
o que perderam,
foi muito trágico:
o dinamismo libertador,
da experiência da fé,
o que toca o profundo,
e transforma o coração,
de quem a vivencia
no dia a dia da vida.

Senhor Jesus,
Príncipe da Luz divina,
e Mestre do Caminho,
ensina-nos o precioso dom
de tua sabedoria do alto
para bem cuidarmos
das ricas tradições,
mas sem nos cegar,
ou nos fechar
para a beleza do novo,
que, por graça divina,
sempre vem para aprofundar,
e nos libertar.

Edward Guimarães
Belo Horizonte, 05 de setembro de 2025.
Poema oração provocado pelo Evangelho (Lucas 5, 33-39):

33 Os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. 34 Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? 35 Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”. 36 Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. 37 Ninguém coloca vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. 38 Vinho novo deve ser colocado em odres novos. 39 E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor”.

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