Quando penso em ti, João, profeta fiel

Quando penso em ti,
João, profeta fiel
ao reinado do Céu,
não é tua morte,
estúpida e banal,
que me vem à mente,
mas a tua vida,
e a tua firmeza,
na missão assumida.

Quando penso em ti,
o que brota no coração,
é o poder de teu anúncio,
a despertar nos ouvintes
o desejo de vida nova;
sim, as tuas palavras,
cheias de firmeza,
a suscitar a conversão;
é teu batismo fecundo
a provocar vida nova;
é tua postura profética
ao batizar o primo Jesus,
nas águas no rio Jordão;
é a epifania do Pai celestial
a se alegrar intensamente
com a fidelidade do Filho.

Com o teu anúncio
e testemunho fiel,
da chegada iminente
do Reino do Céus,
e o dinamismo libertador
já presente e atuante,
tu provocaste em muitos
adesão e conversão.
Assim, tu preparaste,
o Caminho de Jesus.

Por isso, com gratidão,
eu louvo nosso Pai celestial,
por nos ter enviado,
um fiel profeta tão fiel,
à frente de seu Filho.
Dá-nos, ó João,
o dom de tua fidelidade
para trilharmos firmes
na Estrada do Amor.

Edward Guimarães
Belo Horizonte, 29 de agosto de 2025.
Poema oração provocado pelo Evangelho (Marcos 6, 17-29):

17 Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18 João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20 Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21 Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22 A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”. 23 E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24 Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25 E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26 O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27 Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28 trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29 Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.

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