Tu não perdeste o teu foco

A Vida Nova exige firmeza no viver centrado no cultivo, individual e coletivo, do amar, cuidar e servir desde os mais vulneráveis.
A Vida Nova exige firmeza no viver centrado no cultivo, individual e coletivo, do amar, cuidar e servir desde os mais vulneráveis.

Mesmo com a morte violenta
de João, o teu primo querido,
tu não perdeste o teu foco,
a missão que vieste realizar:
encarnar a compaixão divina,
que não abandona ninguém,
e revelar-nos um Evangelho,
nós nunca estamos sozinhos,
nosso Deus é presença de Amor,
que sempre nos dá a sua Luz,
a força para  nosso caminhar,
e o seu Reino atua entre nós,
com tal dinamismo libertador,
que nos leva ao amar, cuidar e servir.

João foi profeta da firmeza fiel,
que é condição para trilharmos
o teu árduo e íngreme caminho,
de acolher o reinado dos Céus:
compromisso com a Vida Nova,
centrada no cultivo cotidiano
do amar aos irmãos e irmãs
e daquela compaixão solícita,
que nos faz interromper o ritmo,
importar, de fato, com os outros,
aproximar e ouvir com atenção,
acreditar na força da partilha,
e, diligentes, nos por a cuidar
dos que se encontram doentes,
violentados em sua dignidade
por fome, exclusão, opressão,
ou dilacerados pelo sofrimento.

Edward Guimarães
Belo Horizonte, 04 de agosto de 2025.
Poema oração provocado pelo Evangelho (Mateus 14,13-21):

13 Quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14 Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15 Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16 Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17 Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18 Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19 Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20 Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21 E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta