Como enviado do Pai,
pra revelar e testemunhar
o dinamismo libertador
do reinado de Deus,
já presente e atuante
no meio do povo oprimido,
com os teus ensinamentos
e as tuas ações proféticas,
atraíste discípulos e discípulas,
mas também poderosos inimigos,
que queriam te eliminar.
No entanto, ó Mestre
e Profeta da Galileia,
diante dos poderosos,
que estavam a te perseguir,
bem ciente do trágico destino,
dos que ousam ser profetas,
tu nos ofereces a lucidez
de um corajoso testemunho,
de firmeza e de fidelidade,
à tua missão assumida,
junto do divino Pai Celestial.
Dá-nos, Senhor Jesus,
o dom da consciência
crítica e autocrítica,
e da memória da história,
mas, sobretudo, dá-nos,
o dom de tua coragem,
e de tua fidelidade,
até o fim,
ao reinado de nosso Pai.
Edward Guimarães
Belo Horizonte, 30 de outubro de 2025.
Poema oração provocado pelo Evangelho (Lucas 13, 31-35):
31 Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. 32 Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. 33 Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém. 34 Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintinhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! 35 Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo: não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: ‘Bendito aquele que vem em nome do Senhor'”.
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