Muitas vezes, como Lázaro,
perdemos o dinamismo da vida,
e nos sentimos presos num túmulo,
sem forças pra trilhar teu caminho.
Outras vezes, como tua amiga Maria,
perdemos o fio da meada e o esperançar,
e já não temos nem ânimo nem coragem
pra continuarmos firmes no caminhar.
Outras tantas vezes, como Marta,
julgamos ter perdido a alegria e arte
de escrever a nossa própria história,
e transferimos, então, a nossa esperança,
apenas para a vida plena quem vem depois.
Mas tu não desistes de nós,
e outra vez vens ao nosso encontro,
e com paciência e delicadeza afirma:
“Eu sou a ressurreição e a vida,
quem crê em mim, não morrerá jamais.”
Ao reconhecermos a criativa resistência
de nossos irmãos e irmãs indígenas e quilombolas,
e a teimosia dos pobres e dos marginalizados,
que não desistem da luta e da peleja diária,
e ao percebermos a beleza de tua amizade
com os irmãos Lázaro, Marta e Maria,
que renovemos hoje e todos os dias
a fé do Pai celestial, coragem e firmeza,
pro cultivo do esperançar realista e libertador.
Edward Guimarães
Belo Horizonte, 29 de julho de 2025.
Poema oração provocado pelo Evangelho (João 11,19-27), no dia em que celebramos os santos Lázaro, Maria e Marta:
19 Muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. 20 Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21 Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22 Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá”. 23 Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24 Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25 Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26 E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” 27 Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.
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