Para dizermos não

Tu nos revelas,
Jesus, mestre ensinador,
o verdadeiro sentido
dos preceitos religiosos,
dos mandamentos divinos,
e da própria religião.

Não se trata, veja lá,
de uma proibição,
ou de um limite
imposto por Deus,
de um peso moral
pra pesar ainda mais
a existência humana.

Trata-se, ao contrário,
de uma graça divina,
mecanismo de libertação,
sempre a serviço da vida
e da busca do bem-viver.
Seu sentido maior é
nos tornar mais livres,
para o cultivo diário
do amar, cuidar e servir.

Dá-nos, Senhor Jesus,
o dom da tua liberdade,
e discernimento crítico,
para dizermos não
às sedutoras tentações
da hipocrisia religiosa,
e que tanto deturpa
as nossas relações
com o Divino Pai do Céu
e os nossos irmãos e irmãs.

Edward Guimarães
Belo Horizonte, 27 de outubro de 2025.
Poema oração provocado pelo Evangelho (Lucas 13, 10-17):

10 Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11 Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12 Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. 13 Jesus colocou as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou, e começou a louvar a Deus. 14 O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, mas não em dia de sábado”. 15 O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16 Esta filha de Abraão, que Satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?” 17 Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.

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