A experiência de rejeição
que tiveste em tua pátria
continua a nos revelar,
Senhor Jesus, mestre fiel
da luz do Reino dos Céus,
o que precisamos cuidar.
Quando não cultivamos,
diante dos irmãos e irmãs,
a escuta atenta,
a aproximação solícita,
a abertura do coração,
a disposição aprendiz,
o respeito a dignidade,
é muito fácil nos perdermos,
e passarmos rapidamente,
da admiração vazia,
sem implicações éticas,
verdade, justiça e amor,
à atitude de fechamento,
de baixa autocrítica,
e condenação apressada,
ignorante, injusta, desumana.
Isso nos destrói por dentro,
afeta a nossa humanização,
anula a força da empatia,
nos transforma em bestas,
cegas, surdas e mudas,
com identidades assassinas,
e vis posturas de rejeição,
agindo por pura discriminação,
e preconceitos diversos:
raciais, culturais, sociais,
sexuais e até religiosos.
Dá-nos hoje, Mestre ensinador,
a tua lucidez, força e coragem,
para, juntos e de mãos dadas,
cuidarmos, com zelo e firmeza,
da grande mesa da irmandade,
e da Terra, a nossa Casa comum.
Edward Guimarães
Belo Horizonte, 01 de agosto de 2025.
Poema oração provocado pelo Evangelho (Mateus 13,44-46):
54 Dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 55 Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56 E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde lhe vem tudo isso?” 57 E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58 E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.
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