
Quando nós contemplamos
a dinâmica linear da história,
captamos algo muito evidente:
a dominação dos mais poderosos.
Esta ótica desde os dominadores,
faz crescer a tentação do poder,
e na vida de quem muito almeja,
subjugar, submeter e sujeitar
impor, sobrepor e sobressair,
triunfar, prevalecer e vencer…
torna-se cada vez mais forte!
São muitos os caem nesta cilada,
e sempre terminam escravizados,
envolvidos numa ânsia infinda,
que impede alcançar o bem-viver:
sentir o sagrado gosto de servir,
o divino prazer de cuidar,
a celeste alegria de partilhar,
a mística gratuidade de amar.
Mas, acredite quem quiser,
nosso Deus é dinamismo amoroso,
sua lógica divina é bem outra: `
porque o Amor é paciente,
é ele quem tece o futuro,
é ele o Senhor da história.
Sim, nosso Deus tudo perdoa,
pois Ele sabe que a via crucis,
por mais cruenta que seja,
não é a vitória dos poderosos,
e nem é o fracasso dos justos.
É consequência da fidelidade,
de quem já não teme a morte,
pois acolheu o reinado de Deus.
E quando a via crucis de Jesus,
se torna Evangelho da cruz,
e por nós, no dia a dia, é assumido,
é tempo de graça, é a nossa vitória,
pois esta via purifica, é nossa libertação.
Edward Guimarães
Belo Horizonte, 21 de março de 2025.
Poema oração provocado pelo Evangelho (Mt 21, 33-43.45-46).
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