Jesus, tu nos ensinas,
ó Mestre do bem-viver,
a ter todo cuidado,
com os apegos
e as ilusões
do ter,
do poder,
e do prazer,
que precisamos
nos libertar,
e aprender
a ser o senhor,
nas escolhas
e decisões,
bem cientes
de que desta vida,
só se leva o amor.
Neste mundo
em que vivemos,
o poder da riqueza
com a sua lógica
de acumulação,
tão fria e indiferente,
diante da pobreza
e da fome de irmãos,
nos escraviza,
nos faz insanos,
nos cega,
e nos faz perder,
o rumo e a direção,
a Estrada do Amor,
Caminho de Salvação.
Neste mundo,
aqui todos estamos,
de passagem,
pra aprender,
a ser livres,
a amar verdadeiramente,
e a bem-viver,
o ser filho
e filha de Deus,
e assim irradiar,
como prima,
por palavras e ações,
a beleza da Luz Divina,
que purifica e fortalece
os nossos corações.
Edward Guimarães
Belo Horizonte, 20 de outubro de 2025.
Poema oração provocado pelo Evangelho (Lucas 12, 13-21):
13 Alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. 14 Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” 15 E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”. 16 E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17 Ele pensava consigo mesmo: ‘O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. 18 Então resolveu: ‘Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19 Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’ 20 Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’ 21 Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”.
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