A paz do Reino é inquieta, compromisso com o bem-viver

A paz do Reino é inquieta e exige compromisso coletivo com o bem viver.
A paz do Reino é inquieta e exige compromisso coletivo com o bem viver.

Estamos hoje muito distantes
do tempo e do contexto cultural
em que outrora nos anunciaste
o Evangelho do Amor Celestial.
Talvez, por isso hoje nos escape
parte importante e significativa
de compreensão da mensagem,
como teve a primeira geração
de teus discípulos e discípulas,
que ouviu teu chamado à missão
e, com firmeza, a ela se entregou.
Jesus, luz e fonte de inspiração,
nós precisamos de teu auxílio,
e confiantes hoje te pedimos,
vinde em nosso socorro,
abertos a tua luz estamos,
e buscamos compreender,
a beleza do santo Evangelho:
dá-nos a luz da Ruah divina,
dom de amor e de sabedoria,
para nos fortalecer e nos guiar.

“Vós nunca estais sozinhos,
eu estou sempre convosco,
em cada passo do caminho,
à vossa frente para iluminar.
O que eu disse antes, repito,
o discípulo do Reino dos Céus,
precisa, antes de tudo, confiar,
no chamado do Pai celestial,
entregar-se à missão recebida.
Por amor, colocar-se, então,
a caminho, no serviço à vida,
dom precioso do Pai Criador.
Como podem hoje discernir,
de minhas palavras e ações,
e de minha firmeza na cruz,
a vida em abundância é dom,
um direito justo a ser garantido,
a todos, filhos e filhas de Deus.
Por isso, um discípulo do Reino
fica atento e em discernimento,
pois, a paz do Reino é inquieta,
compromisso com o bem-viver,
e aonde a vida pede libertação,
de doença, do mal ou da morte,
aí estaremos juntos em missão”

Edward Guimarães
Belo Horizonte, 10 de julho de 2025.
Poema oração provocado pelo Evangelho (Mateus 10, 7-15):

7 “Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8 Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! 9 Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro nos vossos cintos; 10 nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento. 11 Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida. 12 Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13 Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz. 14 Se alguém não vos receber, nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade, e sacudi a poeira dos vossos pés. 15 Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade, no dia do juízo”.

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